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sábado, 6 de junho de 2009

A integridade das fundações de um tecido são importantes para o reparo


A matriz extracelular (matriz intersticial e membrana basal) cumpre várias funções como suporte mecânico, controle do crescimento celular, manutenção da diferenciação celular, arcabouço para renovação tecidual, estabelecimento de microambientes teciduais e armazenamento e apresentação de moléculas reguladoras.

O processo de regeneração depende da integridade da matriz extracelular. Caso esta esteja danificada, o processo que ocorre é o de cicatrização ou fibrose.

A capacidade dos tecidos em regenerar depende, também, da capacidade proliferativa de suas células. Os tecidos que se dividem continuamente são capazes de regeneração por possuir um pool de células-tronco.

Tecidos estáveis possuem capacidade limitada para se regenerar, sofrendo comumente cicatrização. Os tecidos permanentes são ainda mais propensos a cicatrização do que os estáveis.

Portanto, pode-se afirmar que estas duas características - integridade da matriz extracelular e capacidade proliferativa do tecido - são determinantes do destino reparativos dos tecidos.

E a terceira intenção?


A cicatrização de feridas pode ocorrer por primeira, segunda ou terceira intenção, considerando-se a natureza da ferida.

A cicatrização por primeira intenção ocorre quando há aproximação intencional das bordas da ferida, comumente após incisão cirúrgica. Neste caso há morte de relativamente poucas células e a regeneração predomina sobre a fibrose.

Quando houver perda celular mais acentuada (infartos de órgãos parenquimatosos, grandes feridas, abscesso e úlceras) o processo de reparo é mais complexo, a reação inflamatória é mais intensa, ocorre abundância de tecido de granulação, seguido por acúmulo de matriz extracelular e formação de uma cicatriz. Uma caracterísica deste tipo de cicatrização é a contração da ferida por ação dos miofibroblastos. É a cicatrização por segunda intenção.

No dicionário digital de termos médicos 2007 organizado pela enfermeira Érida Maria Diniz Leite encontra-se a seguinte definição para cicatrização por terceira intenção:

"Método de cicatrização pelo qual a aproximação cirúrgica das bordas da ferida é postergada e a continuidade tegumentar é restabelecida pela aproximação de granulações apostas".